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Fleury, Porto Seguro e Oncoclínicas discutem criação de gigante da oncologia

Fleury, Porto Seguro e Oncoclínicas discutem criação de gigante da oncologia

O documento foi originalmente assinado entre as duas últimas companhias e passou a contar com a participação do grupo de medicina diagnóstica

O Fleury (FLRY3) anunciou sua adesão a um Term Sheet não vinculante que estabelece as bases para uma potencial operação societária de grande porte, criando uma nova gigante de oncologia, envolvendo a Oncoclínicas (ONCO3) e a Porto Seguro (PSSA3). O documento foi originalmente assinado entre as duas últimas companhias e passou a contar com a participação do grupo de medicina diagnóstica por meio de um aditivo firmado em 22 de março de 2026.

Conforme previsto no Term Sheet, a Oncoclínicas aportaria em uma nova sociedade — denominada NewCo — seus ativos e operações ligados às clínicas oncológicas, além de endividamentos e passivos de até R$ 2,5 bilhões, contemplando parcelamentos de fusões e aquisições, obrigações tributárias, dívidas com fornecedores e outros instrumentos financeiros.

Em contrapartida, Fleury e Porto Seguro investiriam juntos R$ 500 milhões na NewCo por meio de uma holding (HoldCo), da qual seriam os únicos acionistas e através da qual passariam a deter o controle da nova empresa. As participações de cada parte no capital da HoldCo ainda serão definidas entre as duas companhias.

A operação prevê ainda a emissão, pela NewCo, de debêntures voluntariamente conversíveis em ações ordinárias, no valor total de R$ 500 milhões, com vencimento em 48 meses e remuneração equivalente a 110% do CDI. A conversão poderia ser solicitada a partir do 36º mês da emissão ou em caso de evento de liquidez da NewCo. A Oncoclínicas teria o direito de subscrever até 30% do volume total dessas debêntures.

Próximos passos

A Oncoclínicas concedeu a Fleury e Porto Seguro uma janela de exclusividade de 30 dias — contados a partir de 13 de março de 2026 — para a negociação dos chamados Documentos Definitivos, que estabelecerão as bases finais da operação.

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A efetiva consumação do negócio, caso os documentos vinculantes sejam assinados, ainda estará condicionada a aprovações regulatórias e de terceiros, além de auditoria prévia na Oncoclínicas com resultados considerados satisfatórios pelo Fleury e pela Porto.

Em comunicado ao mercado, o Fleury fez questão de ressaltar que nenhum documento vinculante foi celebrado até o momento, e que, portanto, a companhia não está obrigada a concretizar a operação.

“Não há nenhuma garantia de que a Potencial Operação será consumada”, afirmou a empresa em fato relevante.

Se consumada, a operação reuniria sob um mesmo guarda-chuva societário dois dos maiores nomes da saúde privada brasileira — o Fleury, referência em medicina diagnóstica, e a Oncoclínicas, maior rede independente de oncologia do país —, com o respaldo financeiro da Porto Seguro, uma das maiores seguradoras do Brasil. A combinação pode redesenhar o mapa competitivo do setor de saúde no país.