Os níveis de endividamento e alavancagem da CSN (CSNA3) seguem em deterioração e continuam exigindo acompanhamento próximo. Segundo relatório da BB Investimentos, esse cenário é quadro é particularmente sensível diante do volume elevado de vencimentos nos próximos dois anos, que supera a posição de caixa mais recente.
“Entendemos que uma redução mais relevante do endividamento dependerá de iniciativas de execução mais complexa, como a venda de ativos anunciada pela companhia, mas que, ainda que haja otimismo quanto à conclusão em 2026, trata-se de um processo condicionado a fatores externos e fora do controle direto da CSN, em nossa avaliação”, informa trecho do relatório.
O documento apontou que a dívida bruta encerrou o quarto trimestre do ano passado em R$ 57,2 bilhões (alta de R$ 867 milhões na comparação trimestral), e a posição de caixa recuou a R$ 16 bilhões, refletindo principalmente os elevados desembolsos para investimentos (R$ 2 bilhões) e resultado financeiro (R$ 1,4 bilhão). Como consequência, a dívida líquida avançou para R$ 41,2 bilhões (acréscimo de R$ 3,7 bilhões), atingindo o maior patamar já reportado pela companhia, segundo o BB.
Alavancagem em alta
Com relação à alavancagem, a casa de análise verificou que esta subiu de 3,14x para 3,47x de dívida líquida/EBITDA ajustada, interrompendo a lenta trajetória de desalavancagem e ficando acima do guidance de 3,0x estimado pela própria companhia para o final do ano passado.
Além disso, não apenas 20% da dívida são devidos neste ano – de aproximadamente R$ 10,4 bilhões – mas também o montante de vencimentos para 2027 também é elevado (sendo R$ 7,8 bilhões, equivalentes a 15% do total.
“A companhia anunciou, em 15/01, um plano de desinvestimentos, com o objetivo de levantar entre R$ 15 e R$ 18 bilhões, que inclui a venda de controle da CSN Cimentos e de ativos na CSN Infraestrutura”, diz outro trecho do relatório.
No quarto trimestre do ano passado, a siderúrgica apresentou um resultado operacional consolidado estável na comparação trimestral, com EBITDA ajustado de R$ 3,3 bilhões e margem de 27,8%. A CSN Mineração voltou a se destacar positivamente, mesmo em um período sazonalmente mais fraco, enquanto o segmento de siderurgia seguiu com rentabilidade pressionada.






