O Bradesco BBI manteve a recomendação neutra para a Dasa (DASA3) após os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), reconhecendo avanços estruturais nos negócios da empresa, mas avaliando que o ritmo de desalavancagem e a pressão sobre margens ainda limitam a tese de valorização.
A manutenção da recomendação neutra reflete, segundo o banco, uma leitura de que os múltiplos atuais já incorporam boa parte dos avanços operacionais projetados.
“Os números do 4T25 reforçam um trimestre de receita resiliente, mas com pressão relevante sobre margens —especialmente após um 3T25 excepcional”, afirmaram os analistas Marcio Osako e Larissa Monte.
No setor de saúde, a pressão sobre rentabilidade tem sido recorrente entre prestadores de serviços, reflexo de custos elevados e da normalização de volumes. A Dasa não escapa desse contexto.
Segundo o Bradesco BBI, o desempenho operacional indicou avanços estruturais nos negócios de Diagnósticos e Hospitais/Oncologia, com crescimento consistente em receita, ocupação e mix. Contudo, o movimento trimestral mostrou desafios de curto prazo na rentabilidade, principalmente diante do aumento de custos, normalização de volumes e comparativo difícil.
“A desalavancagem, embora positiva quando excluímos efeitos de desinvestimentos, segue gradual”, explicou o BBI.
Receita avança, margem perde tração
O quarto trimestre de 2025 mostrou desempenho misto para a companhia. A receita bruta foi o principal destaque positivo, com avanço de 13% em Diagnósticos e de 15% em Hospitais/Oncologia na comparação anual, ficando 2% acima do esperado.
A expansão de margem, no entanto, perdeu força. Após avançar 7,3 pontos percentuais na base anual no terceiro trimestre, a margem cresceu 2,5 pontos percentuais no quarto, mas recuou 8,7 pontos percentuais em relação ao período imediatamente anterior.
O Ebitda ajustado ficou 3% abaixo da estimativa do banco e caiu 42% frente ao terceiro trimestre, com a margem recuando para 17,5%. O lucro bruto encolheu 27% no mesmo intervalo, enquanto as despesas administrativas em caixa avançaram 13%.
Para os próximos trimestres, o BBI avalia que a melhora operacional dependerá da capacidade da Dasa de controlar custos e avançar na desalavancagem do balanço.
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