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Copel: Após alta de 25%, ação ainda pode saltar 22%, diz BTG

Copel: Após alta de 25%, ação ainda pode saltar 22%, diz BTG

Analistas preveem que a ação deve atuar como uma pagadora de dividendos de baixo risco e alto rendimento.

Mesmo após um desempenho expressivo em 2026, a Copel (CPLE3) continua a ser uma das principais apostas do setor elétrico para o BTG Pactual. Em relatório assinado pelos analistas Antonio Junqueira, Gisele Gushiken e Maria Schutz, o banco elevou o preço-alvo da companhia, sinalizando que o rali das ações ainda não chegou ao fim.

O preço-alvo foi elevado de R$ 14,40 para R$ 18,4 e a recomendação de compra mantida.

A revisão positiva ocorre em um momento de euforia para o papel, que já subiu 25,3% no acumulado do ano.

Para a equipe do BTG, “embora a ação tenha tido uma forte alta no acumulado do ano (alta de 25,3%), acreditamos que ainda há mais potencial”.

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Entre os marcos que sustentam essa tese estão a conversão para o Novo Mercado e o sucesso no recente Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP). Apenas este certame teria adicionado valor significativo à tese: “o leilão de capacidade sozinho gerou R$ 7,4 bilhões em VPL (Valor Presente Líquido) para a empresa (cerca de R$ 2,5/ação)”.

Preços da energia

Além dos marcos regulatórios e operacionais, o banco revisou para cima suas expectativas de preços de energia no longo prazo, refletindo um sistema mais intermitente e uma metodologia de preço spot mais confiável. As premissas de preço de energia de longo prazo subiram de R$ 200/MWh para R$ 250/MWh.

Quanto à remuneração aos investidores, a Copel planeja investir R$ 4,9 bilhões nos projetos de expansão de Foz do Areia e Segredo, que apresentam taxas internas de retorno (TIR) reais de 28% e 20%, respectivamente.

Na visão de Junqueira, Gushiken e Schutz, “não há dúvida de que é muito melhor assumir o risco de construir ambos os projetos (e ganhar o VPL potencial mencionado) do que pagar mais dividendos”.

Com balanço sólido e alavancagem controlada, a perspectiva final é otimista: “acreditamos que a ação deve ter o desempenho de uma pagadora de dividendos de baixo risco e alto rendimento, uma ‘compounder’ nos próximos anos”.