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Boa Safra tem preço-alvo cortado; saiba o porquê

Boa Safra tem preço-alvo cortado; saiba o porquê

A revisão reflete a incorporação dos resultados de 2025 e a atualização das premissas macroeconômicas

O BB Investimentos revisou para baixo o preço-alvo das ações da Boa Safra (SOJA3), reduzindo a estimativa para R$ 10,70 ao fim de 2026, ante R$ 14,90 anteriormente. A revisão reflete a incorporação dos resultados de 2025 e a atualização das premissas macroeconômicas e operacionais da companhia.

A mudança de visão ocorre após um desempenho abaixo do esperado no segundo semestre de 2025, frustrando projeções anteriores mais otimistas para o período.

No relatório anterior, divulgado em setembro de 2025, a expectativa era de melhora operacional no segundo semestre, impulsionada pela venda de estoques formados no primeiro semestre e pela diluição de despesas. Contudo, o cenário se deteriorou.

A companhia reportou resultados inferiores às estimativas, impactados principalmente por menor volume de sementes vendidas, redução da participação de sementes com Tratamento de Sementes Industrial (TSI) no mix e aumento nas provisões para devedores duvidosos.

Diante desse quadro, o BB Investimentos revisou para baixo suas projeções, reduzindo expectativas tanto de receita quanto de rentabilidade para 2026 e anos seguintes.

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Perspectivas mais cautelosas

Mesmo com um potencial de valorização relevante entre o preço atual e o novo preço-alvo, a casa optou por manter recomendação neutra para o papel. Segundo o relatório, esse potencial depende da recuperação da rentabilidade ao longo de 2026, algo que ainda não está claro no horizonte de curto prazo.

Além disso, o ambiente para o setor deve continuar desafiador. A rentabilidade do produtor rural tende a permanecer pressionada, em um contexto de preços de commodities agrícolas em reais estáveis ou até inferiores aos do ano anterior, somado ao aumento de custos para a safra 2026/27.

Apesar do cenário mais desafiador no curto prazo, o BB Investimentos destaca pilares estruturais que sustentam a tese de investimento da companhia no longo prazo.

Entre eles, está a expansão da área de plantio e da capacidade instalada de soja, o que pode permitir ganhos de escala e diluição de custos fixos. Outro ponto relevante é a diversificação do portfólio com sementes de outras culturas, ampliando a eficiência operacional e o uso da infraestrutura existente.

A corretora também ressalta o potencial de crescimento da adoção de sementes com TSI, impulsionada pela busca dos produtores por maior produtividade, além da possibilidade de consolidação do mercado de sementes, ainda bastante fragmentado, seja por crescimento orgânico ou via fusões e aquisições.

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