A Azul efetivou nesta segunda-feira (20) o grupamento de ações na proporção de 150.000 para 1, sem que ocorra modificação no valor do capital social. Com isso, o ticker da companhia passa a ser negociado sob o código AZUL3. Em paralelo, a companhia também informou que decidiu pela suspensão da emissão do bônus de subscrição que havia sido divulgado anteriormente.
Com relação à suspensão, a companhia aérea informou que optou pelo cancelamento em conjunto com a B3 ($B3SA3).
“Referida medida foi adotada em boa-fé levando em consideração, de um lado, as restrições e limitações às quais a companhia encontra-se sujeita (incluindo os termos do Plano de Chapter 11 homologado pela corte competente) e, de outro, o melhor interesse dos investidores envolvidos dos demais stakeholders da companhia e do mercado de capitais em geral”, informou trecho do comunicado da companhia.
Diante desse cenário, a Azul informou que está avaliando, em conjunto com a B3, como prosseguir com relação ao tema e diz que voltará com uma atualização em breve.
“Nesse ínterim, visando preservar os direitos dos investidores envolvidos e evitar prejuízos a quaisquer participantes de mercado, o início das negociações dos Bônus de Subscrição na B3 permanecerá temporariamente suspenso”, diz outro trecho da companhia.
PublicidadePublicidadeSuspensão do bônus
Já com relação à entrada em vigor do grupamento, a companhia informou que, com a efetivação do processo, o lote padrão da companhia foi reduzido de 1 milhão para 100 ações e o fator de cotação passa a ser de uma ação. Além disso, o ticker de negociação foi alterado de AZUL53 para AZUL3.
No fim de fevereiro, a Azul teve seu rating de crédito elevado pela agência de risco S&P Global Ratings na escala global. A agência atribuiu upgrade para “B-”, com perspectiva estável, após a conclusão do processo de reestruturação financeira da companhia, por meio do chapter 11, nos Estados Unidos.
Segundo comunicado divulgado pela companhia aérea, a revisão reflete principalmente a saída bem-sucedida da empresa do Chapter 11 — mecanismo de reorganização judicial nos Estados Unidos — e a adoção de uma estrutura de capital considerada significativamente mais leve.
De acordo com a S&P, a nova classificação também incorpora a expectativa de que a Azul mantenha desempenho operacional sólido no período pós-reestruturação. A agência destaca como pontos positivos a frota otimizada e a redução relevante da alavancagem financeira, fatores que devem contribuir para maior previsibilidade de resultados e fortalecimento do perfil de crédito da aérea.






