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Ânima terá de refinanciar R$ 4 bi em dívidas entre 2027 e 2029

Ânima terá de refinanciar R$ 4 bi em dívidas entre 2027 e 2029

A receita líquida atingiu R$ 4 bilhões em 2025, crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior

A Ânima (ANIM3) enfrenta um calendário de vencimentos de dívida que exigirá atenção redobrada da gestão nos próximos anos: cerca de R$ 1,6 bilhão vence em 2027, seguido por volumes próximos a R$ 1,2 bilhão em cada um dos dois anos seguintes — totalizando aproximadamente R$ 4 bilhões em amortizações num ambiente de crédito ainda incerto. A avaliação é do BB Investimentos, em relatório sobre os resultados de 2025 da companhia.

O alerta sobre o perfil da dívida contrasta com um momento operacional positivo. A receita líquida atingiu R$ 4 bilhões em 2025, crescimento de 5,8% em relação ao ano anterior, enquanto a geração de caixa operacional avançou 15%, para R$ 1,5 bilhão. A alavancagem recuou de 2,8 para 2,49 vezes a relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado, e a dívida líquida encerrou o ano em cerca de R$ 3 bilhões, queda de 1,3%.

O crescimento, porém, tem sido sustentado mais por preço do que por volume — o que o BB Investimentos aponta como um desafio estrutural. A base total de alunos encolheu 1,2% no ano, com recuo de 2,8% no ensino acadêmico. O que sustentou os números foi a evolução do ticket médio em todas as divisões: alta de 5,4% na Ânima Core, 7,7% no Ensino Digital e 5% na Inspirali, divisão de medicina.

Setor médico ainda é principal motor do grupo

A vertical médica segue como o principal motor de qualidade do grupo. A Inspirali registrou crescimento de 9,8% na receita e expansão de 81% na base de alunos de Educação Médica Continuada. O Ensino Digital também avançou, com receita 10,9% maior e redução de 6,3 pontos percentuais na evasão — indicador que havia preocupado o mercado em períodos anteriores.

Para reforçar a liquidez, a companhia aprovou em outubro de 2025 sua 8ª emissão de debêntures, de R$ 300 milhões, com rating AA pela Fitch — movimento em linha com a estratégia recorrente de alongar o perfil da dívida. O caixa atual cobre os vencimentos previstos até 2026, mas a concentração a partir de 2027 permanece como o principal risco a monitorar, especialmente se o custo do crédito seguir elevado no país.

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