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Petróleo chega a US$ 111 e banco já calcula “prêmio de risco”

Petróleo chega a US$ 111 e banco já calcula “prêmio de risco”

É a primeira vez que o petróleo vai acima de US$ 100 desde o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022

Após uma reviravolta no sentimento do investidor na sexta-feira, com o petróleo tipo Brent chegando a US$ 90, os preços atingiram US$ 111 neste domingo (8), com valorização de quase 20%.

Antes dos últimos aumentos, o Brent subiu 27% e o WTI teve alta de 35,6% na semana passada, com a navegação interrompida no Estreito de Ormuz.

É a primeira vez que o petróleo vai acima de US$ 100 desde o início da guerra da Rússia contra a Ucrânia, em fevereiro de 2022.

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Prêmio de risco

“Após os recentes ataques dos EUA e de Israel ao Irã, acreditamos que não se pode descartar um cenário em que os preços do petróleo bruto permaneçam elevados temporariamente, resultando em um prêmio de risco de cerca de US$ 10 a US$ 20 por barril”, disse o banco Société Générale neste domingo.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse neste domingo que os altos preços do petróleo “cairão rapidamente quando a destruição da ameaça nuclear iraniana terminar” e que o efeito é um “preço muito pequeno a pagar pela segurança e paz dos EUA e do mundo”.

Para o SócGén, embora a inflação seja mais volátil este ano nos EUA, o impacto sobre o crescimento provavelmente será limitado, sustentado por medidas de estímulo fiscal.

“Em relação à trajetória da taxa de juros do Fed, o aumento da volatilidade da inflação pode elevar o risco de adiamento dos cortes na taxa de juros para além da reunião de junho”, ressalta o banco.

Segundo a consultoria Wood Mackenzie, com o petróleo a US$ 100 por barril nos próximos seis meses, os EUA poderiam potencialmente adicionar mais 600.000 barris por dia à produção até o quarto trimestre de 2026.

Os futuros de ações americanas também recuavam no domingo. Pouco depois das 21h (horário de Brasília) , os futuros do Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuavam aproximadamente 2%.