A Casas Bahia (BHIA3) foi a público nesta sexta-feira (6) para responder a uma reportagem publicada pelo Valor Econômico que afirmava que a empresa havia atrasado repasses a lojistas de seu marketplace e adiado pagamentos a transportadoras. A resposta veio em forma de comunicado ao mercado, enviado à Comissão de Valores Mobiliários após a autarquia acionar a companhia.
O tom da resposta é de negação direta.
Sobre o ponto mais sensível da reportagem — os supostos atrasos a lojistas —, a empresa foi categórica: “a companhia encontra-se absolutamente corrente em relação à totalidade dos repasses devidos a seus lojistas de marketplace.”
O comunicado admite que houve atrasos pontuais no passado, mas os atribui a questões sistêmicas envolvendo pagamentos por Pix, descrevendo-os como “integralmente sanados, não remanescendo quaisquer pendências a esse respeito.” A empresa classificou as informações da reportagem como “defasadas e desatualizadas.”
Finanças
No campo financeiro, a Casas Bahia rejeitou a narrativa de que o pagamento de juros estaria sendo feito em detrimento das operações.
“A notícia induz erroneamente o leitor à conclusão de que o pagamento de juros pela Companhia está sendo feito em detrimento de suas operações”, afirma o comunicado, lembrando que todas as informações sobre a reestruturação de capital já foram amplamente divulgadas em dez fatos relevantes publicados ao longo de 2025.
Segundo a empresa, as medidas de reestruturação “resultam em redução substancial das despesas financeiras, abrindo espaço para novos investimentos operacionais.”
Quanto aos problemas logísticos, a empresa recorreu ao argumento da sazonalidade.
“O setor varejista como um todo enfrenta, de forma recorrente, um aumento significativo no volume de vendas entre a Black Friday e o Natal, o que naturalmente gera incremento na demanda por serviços de transporte”, explica o comunicado, descartando qualquer “deficiência estrutural” nas operações logísticas e citando a contratação de prestadores terceirizados para absorver os picos de demanda.
A resposta encerra com a promessa de continuidade: a empresa diz que seguirá “envidando seus melhores esforços para oferecer aos consumidores a melhor experiência de compra dentro do menor tempo de entrega possível.”






