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Prefixados e IPCA+ ganham força entre juros altos, crédito estressado e crise no Irã

Prefixados e IPCA+ ganham força entre juros altos, crédito estressado e crise no Irã

Casa reduz exposição a pós-fixados, aumenta a duration da carteira e vê um ponto de entrada mais favorável em títulos prefixados e indexados à inflação

O estresse recente no mercado de crédito e a escalada do conflito no Irã levaram a Eleven a reforçar a preferência por títulos prefixados e papéis indexados ao IPCA+.

Na leitura da casa, o choque de março elevou as taxas de mercado e abriu uma janela mais interessante para aumentar a exposição a essas classes, enquanto os pós-fixados perderam espaço relativo na alocação recomendada.

A principal mudança prática veio na carteira sugerida.

A Eleven manteve alocação total de 60% em renda fixa, mas reduziu a fatia de pós-fixados de 20% para 12,5%, elevou a parcela de prefixados de 15% para 17,5% e ampliou a exposição a títulos atrelados à inflação de 25% para 27,5%.

No movimento mais importante, a casa trocou o IDKA11 pelo 5PRE11, ETF de títulos prefixados de cinco anos, justamente para alongar a duration e aumentar o potencial de ganho em um cenário de queda dos juros de mercado.

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Janela na curva

A tese da Eleven parte de um diagnóstico de que março foi marcado pelo início do conflito no Irã, pela alta do petróleo e por pedidos de recuperação judicial de empresas brasileiras, fatores que pressionaram os mercados e elevaram a aversão a risco.

Ao mesmo tempo, sinais negativos no crédito em países desenvolvidos, especialmente no segmento high yield dos Estados Unidos, também ajudaram a ampliar os prêmios de risco. Para a casa, esse ambiente piorou o humor de curto prazo, mas melhorou o ponto de entrada para a renda fixa pré.

“Stress no crédito e conflito no Irã geraram um stress momentâneo no mercado de renda fixa. Acreditamos que os próximos meses devem ser positivos devido às taxas elevadas”, escreveu a Eleven.

A casa lembra que, historicamente, os melhores momentos para a renda fixa prefixada costumam ocorrer pouco antes ou no início dos ciclos de corte da Selic.

Por isso, mesmo com o desempenho recente das NTN-Bs abaixo do CDI em 2025 e também em 2026 até aqui, a avaliação é que o quadro tende a melhorar à frente, à medida que taxas nominais e reais passem a cair em conjunto.

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Inflação no radar

No caso dos títulos indexados ao IPCA, a Eleven vê um ponto adicional de suporte: a inflação deve ganhar força nos próximos meses, especialmente por causa da alta dos combustíveis. Segundo a casa, a inflação corrente mais baixa vinha prejudicando o desempenho das NTN-Bs, mas a revisão para cima das expectativas entre março e maio pode melhorar a atratividade desses papéis.

Na prática, a mensagem do relatório é objetiva. Mesmo com a Selic ainda alta, a Eleven prefere manter posição abaixo da referência em pós-fixados e direcionar mais capital para prefixados e IPCA+, classes que hoje, na visão da casa, oferecem melhor relação entre risco e retorno.

O pano de fundo continua desafiador, mas a aposta é que taxas elevadas, queda futura dos juros e um eventual arrefecimento do choque geopolítico criem uma janela mais favorável para esses ativos nos próximos meses.