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Petrobras amplia defasagem e diesel chega a 39% abaixo da paridade

Petrobras amplia defasagem e diesel chega a 39% abaixo da paridade

A gasolina também apresenta desconto relevante, de aproximadamente 32,5%

A Petrobras (PETR3; PETR4) voltou a operar com forte defasagem em seus preços de combustíveis, com o diesel sendo vendido nas refinarias cerca de 39,4% abaixo da paridade de importação. A gasolina também apresenta desconto relevante, de aproximadamente 32,5%, reforçando o descolamento em relação ao mercado internacional.

Em termos absolutos, segundo relatório da XP, a defasagem atinge R$ 2.391 por metro cúbico no diesel e R$ 1.256 por metro cúbico na gasolina, considerando como referência a paridade de importação da costa do Golfo dos Estados Unidos. O movimento reacende o debate sobre a política de preços da estatal em um ambiente ainda marcado por volatilidade cambial e dinâmica internacional do petróleo.

Dinâmica recente

Na comparação semanal, o relatório aponta comportamentos distintos entre os combustíveis. A defasagem do diesel se ampliou em 7,9%, enquanto a da gasolina apresentou leve redução de 2,6%, refletindo mudanças nos principais vetores de formação de preços.

O preço do petróleo tipo Brent permaneceu praticamente estável no período, sem variação relevante em dólar por barril. No entanto, a desvalorização de 1,3% do real frente à moeda norte-americana pressionou os preços em moeda local, levando a uma queda de cerca de US$ 1,3 por barril nos preços da Petrobras quando convertidos em dólar.

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Outro fator relevante foi o comportamento dos chamados “crack spreads”, que medem a rentabilidade do refino. O spread do diesel registrou forte alta de US$ 19,4 por barril, indicando maior valorização do derivado no mercado internacional. Por outro lado, o spread da gasolina recuou cerca de US$ 4,9 por barril, sinalizando menor pressão altista nesse segmento.

Subsídio ao diesel

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta terça-feira uma mudança na estratégia do governo federal para conter a alta do diesel, ao propor aos estados a concessão de um subsídio direto aos importadores em substituição à redução do ICMS. A medida surge após resistência dos governadores à proposta anterior de zerar o imposto estadual sobre o combustível.

Pela nova modelagem, União e estados dividiriam o custo da subvenção, com pagamento direto aos importadores de diesel. A proposta prevê um valor de R$ 1,20 por litro, sendo R$ 0,60 arcados pelo governo federal e outros R$ 0,60 pelos estados, mantendo o mesmo impacto fiscal estimado anteriormente.