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Boletim Focus 2026 aponta alta da Selic e piora nas expectativas de inflação

Boletim Focus 2026 aponta alta da Selic e piora nas expectativas de inflação

Relatório do Banco Central indica piora nas expectativas para inflação e juros, enquanto PIB segue praticamente estável

O Boletim Focus 2026 divulgado pelo Banco Central revela uma piora nas expectativas do mercado para os próximos anos. O relatório mais recente mostra elevação nas projeções da taxa básica de juros e da inflação, enquanto o crescimento econômico segue praticamente estável.

Os dados constam no documento oficial publicado em 17 de abril de 2026 .

Selic segue em trajetória de alta

A projeção para a taxa Selic em 2026 subiu para 13% ao ano, marcando a primeira alta após semanas de estabilidade. O movimento também aparece nos anos seguintes: para 2027, a estimativa avançou para 11%, enquanto 2028 permanece estável em 10%. Já para 2029, houve leve alta, com a taxa chegando a 9,88%.

Esse cenário indica uma percepção de política monetária mais restritiva por mais tempo, refletindo preocupações com a inflação.

Inflação continua pressionada

As projeções para o IPCA em 2026 subiram pela sexta semana consecutiva, atingindo 4,80%. Para 2027, a estimativa também avançou, chegando a 3,99%. Nos anos seguintes, o cenário é de estabilidade: 3,60% em 2028 e 3,50% em 2029.

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Outros indicadores reforçam essa tendência. O IGP-M para 2026 saltou para 4,66%, acumulando sete semanas de alta. Já os preços administrados também subiram, com previsão de 4,90% no mesmo ano.

Segundo os dados detalhados da tabela na página 1 do relatório, esse movimento de alta na inflação vem sendo consistente ao longo das últimas semanas, o que ajuda a explicar a revisão nas expectativas para os juros.

PIB apresenta estabilidade

Apesar da piora em inflação e juros, o crescimento econômico não teve mudanças relevantes. A projeção do PIB para 2026 subiu levemente para 1,86%. Para 2027, permanece em 1,80%, enquanto 2028 e 2029 seguem com expectativa de crescimento de 2,00%.

Esse quadro sugere uma economia com expansão moderada, mas sem sinais de aceleração significativa.

Câmbio é revisado para baixo

Na contramão dos demais indicadores, o câmbio teve revisão para baixo. A projeção do dólar para 2026 caiu para R$ 5,30. Para os anos seguintes, as estimativas também recuaram, ficando em R$ 5,35 (2027), R$ 5,40 (2028) e R$ 5,45 (2029).

Os dados da página 2 do relatório mostram ainda uma tendência de queda nas expectativas de curto prazo para o dólar, reforçando esse movimento.

Cenário indica cautela do mercado

O conjunto de revisões mostra um ambiente de maior cautela por parte dos analistas. A combinação de inflação persistente e juros mais altos sugere desafios para a política econômica nos próximos anos, mesmo com um crescimento estável.

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