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Ultrapar e Vibra estão ganhando participação de mercado, diz BTG

Ultrapar e Vibra estão ganhando participação de mercado, diz BTG

Analistas esperam que a ANP divulgue os dados de vendas de combustíveis nos próximos dias, o que deve fornecer boas indicações sobre a participação de mercado dos distribuidores

O BTG Pactual divulgou as principais conclusões de reuniões realizadas com investidores do buy-side — gestoras de recursos — sobre as perspectivas para Ultrapar (UGPA3) e Vibra (VBBR3).

Os debates giraram em torno de dois temas centrais: a expectativa de ganho de participação de mercado nos dados de março da ANP e o impacto da pressão regulatória sobre a divulgação de margens brutas pelas distribuidoras de combustíveis.

No campo operacional, o banco se mostra otimista.

Esperamos que a ANP divulgue os dados de vendas de combustíveis nos próximos dias, o que deve fornecer boas indicações sobre a participação de mercado dos distribuidores“, aponta o relatório.

Segundo o BTG, a competitividade de sourcing das distribuidoras incumbentes deve impulsionar ganho relevante de market share tanto para Vibra quanto para Ipiranga.

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Margens em recuperação

As projeções de margem reforçam o otimismo. Para o primeiro trimestre de 2026, o BTG estima Ebitda de R$ 255 por metro cúbico para a Vibra e de R$ 240 por metro cúbico para a Ipiranga. Ambas reportam resultados no dia 6 de maio.

Contudo, o dado mais chamativo é o de abril. “Acreditamos que as margens de abril podem estar acima de R$ 400 a R$ 450 por metro cúbico”, destaca o relatório — patamar significativamente superior ao do trimestre anterior e que deve animar o mercado.

Para o BTG, a combinação de volumes maiores com margens mais robustas “poderia trazer otimismo adicional” em relação às distribuidoras incumbentes, reforçando a visão positiva dos gestores ouvidos nas reuniões.

Vibra
(Imagem: Divulgação/ Vibra)

Pressão regulatória no radar

O segundo tema que dominou os debates com o buy-side foi a discussão sobre a divulgação compulsória de margens brutas à Agência Nacional do Petróleo (ANP), a pedido do governo federal.

Segundo o BTG, o setor “já vem reportando informações mais detalhadas à ANP desde o início de março” e deve “engajar com o governo para evitar a divulgação pública das margens, por razões competitivas”.

“Ao longo da semana, esperamos que o noticiário sobre esse tema evolua”, aponta o relatório — sinalizando que o assunto ainda não está resolvido e deve continuar no radar dos investidores nas próximas sessões.