Café
Home
Notícias
Ações
Tensões no Oriente Médio elevam volatilidade, mas BTG mantém visão construtiva para ações

Tensões no Oriente Médio elevam volatilidade, mas BTG mantém visão construtiva para ações

Relatório do banco vê choque geopolítico, payroll fraco nos EUA e correção em software como ruídos de curto prazo, sem mudança estrutural no mercado

As tensões geopolíticas no Oriente Médio, sinais mais fracos no mercado de trabalho dos Estados Unidos e a correção recente no setor de software passaram a ditar o humor dos mercados no curto prazo. 

Ainda assim, o BTG Pactual (BPAC11) avalia que esse movimento não altera sua visão estrutural para as ações e mantém uma estratégia de portfólio inalterada, com foco em empresas de alta qualidade e lucros resilientes.

No relatório 20 Prime de Ações, o banco afirma que o choque geopolítico elevou o prêmio de risco do petróleo, em meio à relevância estratégica do Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 25% do comércio marítimo global da commodity. Para o BTG, porém, o mercado pode estar superestimando a persistência desse risco caso o conflito não se prolongue.

Ao mesmo tempo, o payroll de fevereiro nos EUA veio mais fraco, com criação de 92 mil vagas, embora parte do resultado, segundo o banco, reflita distorções temporárias, como greves, clima e fatores sazonais. Mesmo assim, as revisões foram negativas e indicam perda de força na tendência trimestral do emprego.

Na leitura do BTG, porém, o enfraquecimento do mercado de trabalho americano ainda não sugere uma deterioração estrutural. Isso porque a alta do desemprego teria sido impulsionada principalmente pela entrada de novos participantes na força de trabalho, e não por demissões permanentes.

Publicidade
Publicidade

Com isso, o banco entende que o cenário reduz o risco de uma postura mais hawkish do Federal Reserve e preserva junho como o ponto mais provável para o início do próximo ciclo de afrouxamento monetário nos Estados Unidos.

Outro ponto de atenção destacado pelo relatório é a desvalorização das ações de software. Para o BTG, o movimento parece mais cíclico do que estrutural, em meio à recalibragem do mercado sobre os impactos competitivos e de precificação trazidos pela inteligência artificial.

Apesar disso, a casa segue construtiva com tecnologia de qualidade, especialmente nos segmentos ligados à infraestrutura de IA, como computação, redes, memória, energia e capacidade de implantação. Em software, a recomendação é de maior seletividade.

“A estratégia de portfólio permanece inalterada, com abordagem ‘all-weather’, focada em empresas de alta qualidade, com fundamentos sólidos, lucros resilientes e maior clareza na monetização”, destacou o BTG.

Entre os nomes presentes na seleção do banco estão gigantes como Nvidia (NVDA; NVDC34), Alphabet (GOOG; GOGL34), Microsoft (MSFT; MSFT34), Amazon (AMZN; AMZO34), TSMC (TSMC; TSMC34) e Meta (META; $M1TA34). 

Além disso, o portfólio conta com companhias de outros setores, como Walmart (WMT; WALM34), Eli Lilly (LLY; LILY34), JP Morgan (JPM; JPMC34), Visa (V; VISA34), Johnson & Johnson (JNJ; JNJB34), Coca-Cola (KO; COCA34) e Verizon (VZ; VERZ34).

Leia também: