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Santander avança em migração tecnológica e mantém cautela em baixa renda

Santander avança em migração tecnológica e mantém cautela em baixa renda

Estratégia de crédito defensiva com subscrição mais rígida em baixa renda, PMEs e consignado privado

O Santander Brasil (SANB11) reiterou que 2026 será um ano de transição durante o CEO Conference do BTG Pactual nesta semana, à medida que o banco se aproxima dos estágios finais de sua migração tecnológica enquanto ainda carrega duplicação temporária de custos. O desligamento dos sistemas anteriores deve desbloquear eficiência estrutural significativa ao longo do tempo.

Segundo o BTG Pactual, o Santander destacou que “a administração não espera que as despesas operacionais pesem sobre os resultados no curto prazo, já que despesas de pessoal e administrativas crescem abaixo da inflação”. O banco está nas etapas finais da migração tecnológica, processo que deve liberar ganhos estruturais de eficiência quando concluído.

No lado das receitas, a visibilidade de lucros permanece limitada por ventos contrários na margem financeira de mercado. O BTG espera perda próxima a R$ 1 bilhão devido a posições pré-fixadas legadas com carry negativo e estruturas de hedge que oferecem alívio limitado mesmo em cenário de Selic em queda, com normalização se tornando mais significativa apenas a partir de 2027.

Crédito conservador

A margem financeira de clientes também deve enfrentar pressão de taxas médias mais baixas. O relatório destaca que “a estratégia de crédito permanece defensiva, com subscrição mais rígida em segmentos de baixa renda e PMEs menores, cautela contínua em crédito consignado privado, e portfólio agro esperado para se estabilizar ao invés de se recuperar significativamente em 2026”.

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Tomados em conjunto, a administração enquadrou a perspectiva para 2026 como de disciplina e resiliência do balanço, priorizando eficiência e controle de risco sobre aceleração. A postura conservadora reflete o cenário macro desafiador e a necessidade de preservar a qualidade da carteira durante a transição tecnológica.

O BTG Pactual mantém recomendação neutra para o Santander, considerando-o o nome menos preferido para 2026 entre os incumbentes, “apesar de se mover na direção estratégica correta, dado momentum de curto prazo mais fraco e ventos contrários nos lucros”.