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Oncoclínicas confirma possível pedido cautelar contra credores

Oncoclínicas confirma possível pedido cautelar contra credores

A iniciativa ocorre diante do risco de descumprimento de covenants financeiros, especialmente o indicador dívida líquida/Ebitda

A Oncoclínicas (ONCO3) informou ao mercado que está analisando a possibilidade de ingressar com uma medida cautelar na Justiça com o objetivo de se proteger de eventuais cobranças por parte de credores. A iniciativa ocorre diante do risco de descumprimento de covenants financeiros, especialmente o indicador dívida líquida/Ebitda.

Segundo comunicado divulgado pela companhia, o movimento ainda está em fase de avaliação e não há decisão definitiva sobre a efetiva interposição do pedido cautelar, tampouco sobre o momento em que essa ação poderia ser realizada.

A empresa destacou que sua administração segue examinando diferentes alternativas para lidar com a atual situação econômico-financeira. Entre as opções consideradas, estão possíveis operações com terceiros, que podem contribuir para o reequilíbrio de sua estrutura de capital.

Empresa foi questionada pela CVM

A companhia foi questionada pela Comissão de Valore Mobiliários (CVM) sobre informação publicada pelo jornal Valor Econômico sobre pedido cautelar após a divulgação de balanço. De acordo com a publicação, a companhia prevê o balanço para a próxima quinta-feira (9), com a teleconferência para analistas e investidores na sexta.

Já o covenants definido junto aos credores é que a dívida da empresa de oncologia não seja maior do que 3,5 vezes o Ebitda da companhia registrado no fim do ano passado.

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No dia anterior, a agência de classificação de risco Fitch Ratings anunciou o rebaixamento do rating nacional de longo prazo da Oncoclínicas para ‘RD(bra)’, classificação que indica inadimplência restrita. A nota anterior da companhia era ‘C(bra)’, e a revisão reflete uma deterioração relevante em sua condição financeira.

A decisão impacta diretamente a 9ª e a 12ª emissões de debêntures quirografárias da empresa, ampliando a percepção de risco em torno da estrutura de capital do maior grupo de oncologia da América Latina.

Segundo a Fitch, o principal fator para o rebaixamento foi a aprovação, por parte dos próprios credores, do adiamento no pagamento de juros dessas emissões. Em assembleias realizadas nos dias 16 e 31 de março de 2026, os debenturistas concordaram em postergar os vencimentos para 1º de junho deste ano.