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Hapvida nega dívida bilionária; entenda a disputa

Hapvida nega dívida bilionária; entenda a disputa

Em comunicado ao mercado, a operadora negou categoricamente a existência de qualquer débito de R$ 1 bilhão

A Hapvida (HAPV3) veio a público esclarecer informações divulgadas na imprensa que apontavam uma suposta dívida bilionária da companhia. Em comunicado ao mercado, a operadora negou categoricamente a existência de qualquer débito de R$ 1 bilhão relacionado à empresa Affiance Life Administradora de Benefícios em Saúde.

O posicionamento ocorre após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), motivado por reportagem publicada pela revista Veja, que mencionava a existência de uma ação judicial e um possível impacto relevante nas contas da companhia.

Contrato e rescisão

Segundo a Hapvida, o vínculo com a Affiance teve início em maio de 2021, por meio de um contrato de representação comercial voltado à intermediação de planos de saúde em Minas Gerais. O acordo previa metas de desempenho que condicionavam o pagamento de comissões.

No entanto, a companhia informou que o contrato foi rescindido em maio de 2023 devido a violações contratuais. Além disso, a empresa destacou que a Affiance não teria atingido os níveis de performance estabelecidos, o que, por si só, já justificaria o encerramento do acordo.

Após a rescisão, a Affiance ingressou com uma ação de produção antecipada de provas, com o objetivo de obter documentos que, segundo a empresa, seriam necessários para calcular eventuais comissões. A Hapvida ressaltou que o valor atribuído à causa é de apenas R$ 1 mil, o que, na visão da companhia, desmonta a narrativa de uma disputa bilionária.

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A empresa também afirmou que está exercendo plenamente seu direito de defesa e já contestou todas as medidas apresentadas pela outra parte no processo.

Contestação de alegações

No comunicado, a Hapvida classificou como “falaciosa” a interpretação de que o juiz do caso teria reconhecido a veracidade dos fatos apresentados pela Affiance. Segundo a companhia, a decisão mencionada trata apenas de um dispositivo processual que permite, em determinadas circunstâncias, a admissão de fatos para fins probatórios, o que não implica reconhecimento de dívida.

Além disso, a empresa destacou que a estimativa de uma suposta dívida de R$ 1 bilhão não possui qualquer base factual ou lógica, sendo derivada de alegações unilaterais da própria Affiance, sem apresentação de evidências.