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Aura: Novas reservas ampliam upside das ações em 20%

Aura: Novas reservas ampliam upside das ações em 20%

Empresa mais que dobrou suas reservas em 2025″, saltando de 3,4 milhões para 7,2 milhões de onças equivalentes de ouro (GEO)

O Bradesco BBI revisou sua tese para a Aura Minerals (AURA33) após a divulgação da atualização anual de reservas e recursos minerais. O impacto imediato é expressivo: a análise preliminar indica um potencial de valorização de 20% na estimativa de NAV (Valor Líquido dos Ativos) do banco. As BDRs saltam 7% em reação ao anúncio.

Para os analistas Rafael Barcellos e Renato Chanes, trata-se de um desenvolvimento positivo da Aura, visto que mais que dobrou suas reservas em 2025, saltando de 3,4 milhões para 7,2 milhões de onças equivalentes de ouro (GEO).

Esse crescimento foi impulsionado por uma combinação de aquisições e avanços operacionais. A inclusão dos projetos MSG e Era Dorada, somada à atualização da reserva de Borborema — que cresceu 170% após a aprovação da realocação de uma estrada —, mudou o patamar da companhia.

De acordo com Barcellos e Chanes, o avanço foi sustentado “pela conversão bem-sucedida de recursos de mineração e inspeções em reservas por meio de perfuração exploratória orgânica e otimização do plano de lavra”.

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Outro fator determinante foi a revisão das premissas de preços dos metais, refletindo um mercado global mais aquecido.

O banco agora trabalha com o ouro a US$ 2.600/onça (ante US$ 2.000), o cobre a US$ 4,40/libra e a prata a US$ 35,00/onça. Nesse contexto, os analistas pontuam que “considerando apenas o valor das novas reservas, nossa avaliação preliminar sugere um potencial de valorização de 20% em nossa estimativa de NAV (Valor Líquido dos Ativos).

Aura Minerals
(Imagem: Divulgação/ Aura Minerals)

Recursos

O relatório também destaca a movimentação nos recursos. Enquanto os Recursos Medidos e Indicados (M&I) diminuíram 52% devido à sua conversão natural em reservas, os Recursos Inferidos deram um salto de 200%, atingindo 3,9 milhões de GEO.

Segundo Rafael Barcellos e Renato Chanes, esse aumento foi “impulsionado principalmente pela inclusão do projeto MSG após a aquisição, juntamente com a expansão de recursos em Borborema e Almas”.

A visão final do Bradesco BBI é de que a Aura Minerals não apenas cresceu por meio de M&A, mas também demonstrou competência técnica.

Como resumem Barcellos e Chanes, a expansão ocorreu por “limites de corte mais baixos” e pelo sucesso da exploração orgânica, o que coloca a mineradora em uma posição privilegiada para capturar o ciclo de alta dos metais preciosos em 2026.

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