Para o Safra, a aprovação de aumentos de capital privados para Simpar (SIMH3), Vamos (VAMO3) e Movida (MOVI3) é positiva.
Segundo os analistas Luiz Peçanha e Arthur Godoy, apesar do impacto limitado na alavancagem, as operações devem melhorar os indicadores financeiros das empresas.
As empresas citam que a iniciativa tem como objetivo fortalecer a estrutura de capital do grupo, melhorar a liquidez das ações e ampliar a capacidade competitiva das companhias nos negócios de logística, mobilidade e infraestrutura.
As transações contarão com apoio da BNDESPAR, da JSP Holding (controladora), de investidores institucionais — apenas no caso da Simpar — e da própria Simpar, nos casos de Vamos e Movida. Todos os acionistas atuais manterão seus direitos de preferência.
A conclusão das operações ainda depende de:
- aprovação do CADE (autoridade antitruste);
- autorização do Banco Central do Brasil;
- cumprimento de outras condições precedentes.
O valor total das ofertas será o seguinte:
- Simpar: aumento de capital entre R$ 1,4 bilhão e R$ 2,0 bilhões, com preço de emissão de R$ 11,24 por ação (desconto de 5% em relação ao fechamento anterior, de R$ 11,83).
- Vamos: aumento entre R$ 400 milhões e R$ 600 milhões, ao preço de R$ 3,85 por ação (desconto de 10% sobre o fechamento de R$ 4,28).
- Movida: aumento entre R$ 500 milhões e R$ 750 milhões, ao preço de R$ 11,72 por ação (desconto de 12% sobre o fechamento de R$ 13,33).
Todas as operações ocorrerão por subscrição privada, dentro do limite de capital autorizado das companhias.
O Safra destaca que, embora o impacto imediato na alavancagem seja limitado, haverá uma melhora moderada nos indicadores. Na Simpar, a relação dívida líquida/EBITDA deve cair de 3,75x para cerca de 3,58x. Na Movida, de 3,08x para aproximadamente 2,95x. Já na Vamos, de 3,67x para cerca de 3,51x.
Segundo o banco, os principais benefícios da operação incluem o fortalecimento da base acionária, a participação ampliada da BNDESPAR, o potencial de redução do custo de financiamento e uma melhora na governança corporativa.
“A presença do banco também pode facilitar o acesso a funding mais barato e melhorar as condições de futuras emissões de dívida”, destacou o Safra.
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